O que está no arquivo nem sempre está na tela. Um PDF não é uma imagem: tem a camada visual (o que se lê), a camada textual (o que um programa extrai) e metadados (programa produtor, datas, campo de autor). Um conteúdo pode estar numa camada e não aparecer nas outras, como um texto em fonte branca, menor que um ponto, invisível ao leitor humano, mas presente na camada textual.
A perícia separa o fato da hipótese. Fato técnico: o texto está ali, nesta posição, com esta formatação, o que se demonstra e se preserva com hash. Hipótese: alguém o inseriu com determinada finalidade. A conclusão sobre quem e com que intenção exige outros vetores: origem do arquivo, conta de protocolo, versões e registros do sistema.
Metadado de autor é indício editável e identifica o perfil de software que produziu o arquivo, não a pessoa; hash prova identidade com o material coletado, não autoria. Antes do adjetivo, o advogado deveria pedir o arquivo original, com hash e registro de como foi obtido, e a camada textual do que foi juntado aos autos.
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